30 abril 2011

"Como encara a possível vinda de uma Central de Lamas para o Barreiro?"


A proposta a que se chamou de Central de Valorização Energética proposta pela Ministra do Ambiente para o Barreiro, refere-se à instalação de uma incineradora de resíduos, com produção de electricidade!


Ainda sem conhecer a proposta em concreto, nem quais os detalhes técnicos, a localização exacta proposta, o tipo e quantidade de resíduos que se propõem queimar, é quase impossível ter uma ideia final sobre a matéria em causa. Aquilo que se sabe, e que tem sido já por diversas vezes divulgado em termos genéricos, refere-se à adopção da solução de incineração de lamas de ETAR, com adição de resíduos maioritariamente de plásticos, fazendo o aproveitamento da produção de energia eléctrica na incineradora de resíduos.


Não podendo discutir mais do que a ideia em si, por não se conhecerem os detalhes, subsiste o enquadramento da solução a adoptar que, no contexto deve ser vista como uma solução a par de outras, tais como o aproveitamento das lamas para produção de Biogás e com ele produzir energia eléctrica limpa, podendo depois aproveitar as lamas como fertilizante na agricultura. Esta solução permite assim o seu aproveitamento quase total e sem a produção de quaisquer resíduos perigosos ou gases de queima, evitando eventuais efeitos nocivos para o ambiente e para a saúde das pessoas.

Hugo Cruz
Deputado Municipal Barreiro
Grupo Municipal do PSD

in Tribuna da Assembleia - Jornal do Barreiro

21/03/2011

“Vive-se um clima de insegurança no Barreiro?"


Esta é uma das bandeiras primordiais do PSD no Barreiro e com bastante enfoque nos últimos anos. O clima ou sentimento de insegurança é notório. Posso referir que tenho 30 anos e que tenho mais receio de sair de noite no Barreiro agora do que há 15 anos atrás. A percepção do cidadão barreirense não será muito diferente. Inclusive, mesmo durante o período diurno a situação não evoluiu positivamente, com especial repercussão no dia-a-dia dos jovens e dos idosos, sobretudo. Também a tipologia do crime, nomeadamente o mais violento tem sido por demais relatado por comerciantes e particulares. A insegurança é um atentado à nossa liberdade, pois condiciona a nossa mobilidade, restringe o nosso acesso a determinados locais e provoca-nos o medo. Algumas medidas são fundamentais de tomar, nomeadamente, reforço de meios, um policiamento de proximidade efectivo, melhorar a iluminação e estado de conservação dos locais públicos e também ponderar seriamente a possibilidade de criar uma Polícia Municipal no Barreiro, que permita a libertação das forças tradicionais de segurança para um combate mais efectivo à criminalidade. A Assembleia Municipal deliberou neste e no anterior mandato, sob proposta do Grupo Municipal do PSD, que a Câmara efectuasse um estudo de viabilidade para a Criação da Polícia Municipal no Barreiro. Questionamos em todas as Assembleias o ponto de situação. Nada está estudado, nada está feito! Infelizmente, a Segurança dos cidadãos não parece ser uma prioridade da maioria CDU na CMB.


Hugo Cruz
Deputado Municipal Barreiro

Grupo Municipal do PSD

in Tribuna da Assembleia - Jornal do Barreiro

28/03/2011

"Qual a importância do Movimento Associativo no desenvolvimento local?"


O Barreiro é um concelho com tradição ímpar no Movimento Associativo e no papel que o mesmo desempenha para as populações locais, rua a rua, bairro a bairro, com uma acção mais incisiva do ponto de vista social, desportivo e cultural que as próprias Juntas de Freguesia e outras entidades oficiais, nomeadamente na ocupação de jovens e idosos.


O Século XXI apresenta-se como um desafio que as colectividades e associações têm que superar, com escassez de recursos, dificuldade de angariação de novos e jovens associados, manutenção e desenvolvimento de equipamentos e de novas valências e tecnologias.

Para reafirmar e garantir a sua validade plena, o Movimento Associativo tem que se adaptar à modernidade, cativando jovens e menos jovens para uma cohabitação nem sempre fácil, procurando actividades que permitam a uma geração de consumo de desporto e cultura “virtualizados e individualizados”, um espaço colectivo atractivo.


Por outro lado, ao longo dos anos temos observado que a CMB ao invés de dar apoio decisivo para a criação de meios de auto-subsistência das colectividades, tem preferido o subsídio esporádico de apoio a esta ou aquela actividade pontual. Tal vai fomentando uma subsidiodepência que não será 100% inocente por parte de quem o concede.


Se ensinarmos alguém a pescar, ao invés de darmos o peixe ocasionalmente, “corremos o risco” desse alguém já não depender de nós para comer, com todos os “perigos” que isso acarreta. A verdadeira independência de espírito e de facto das Associações e Colectividades e a sua força e impacto no desenvolvimento local serão tanto maiores quanto menor for a sua dependência das entidades oficiais!

Hugo Cruz
Deputado Municipal Barreiro

Grupo Municipal do PSD

in Tribuna da Assembleia - Jornal do Barreiro

04/04/2011

"Que reflexos terá no país o pedido de ajuda externa efectuado pelo Governo?"


O pedido de ajuda externa efectuado pelo Governo PS é o corolário de 5 anos de desgovernação socialista, de um esbanjar de recursos e incompetência ímpares na história do nosso País. Como um gastador compulsivo e obstinado, o executivo governativo do Eng.º Sócrates hipotecou o presente e o futuro de Portugal, comprometendo o desenvolvimento sustentável da nossa Nação.



Neste momento somos a chacota da UE e do Mundo e os culpados da situação têm rosto: o Primeiro-Ministro e os seus executivos Governativos. De mentira em mentira. Este parece ter sido o lema. A dívida pública mais que duplicou e aí se vê o Aeroporto (não) construído, a Terceira Travessia do Tejo (não) construída e as ligações de TGV (não) construídas. É caso para perguntar, no que é que foi esbanjado o dinheiro dos portugueses nos últimos 5 anos?!



As repercussões do pedido de ajuda na vida dos portugueses estão ainda por medir, adivinham-se mais medidas de austeridade, sendo que esperamos que o foco no corte da despesa seja mais intenso do que o foco no aumento da receita (aumento de impostos). Nesta altura, as repercussões de não pedir ajuda seriam ainda mais ruinosas para Portugal. É necessária uma profunda reforma do Estado, redução do seu peso na economia e consequentemente da sua estrutura. É necessário fomentar a iniciativa empresarial, orientada para as exportações, criadora de postos de trabalho. Sem isto, a ajuda externa será sempre pouca, pois será como tomar um medicamento que tem imensos efeitos secundários mas que não cura a doença, apenas a disfarça!



É necessário um Governo forte, que unifique e motive os cidadãos, que dê garantias de moralização da actividade política e da execução de medidas difíceis mas necessárias. É necessário um Governo que dê esperança sem mentiras aos portugueses e de um Líder que nos una: o PSD e Pedro Passos Coelho são o caminho!

Hugo Cruz
Deputado Municipal Barreiro


Grupo Municipal do PSD


in Tribuna da Assembleia - Jornal do Barreiro


11/04/2011

"Acha que o espírito do 25 de Abril se mantém vivo?"


Em primeira instância, o espírito do 25 de Abril tem uma subjectividade inerente. Existem diversas interpretações para o mesmo, pelo que este está e estará sempre vivo. Sem donos e sem exclusivos.


Liberdade e democracia são os seus principais valores. Tal não impede a natural evolução das sociedades e a sua adaptabilidade aos tempos modernos, na busca do objectivo principal de todo e qualquer ser humano: ser Feliz!


E é assim que eu entendo o espírito de Abril, como a busca da Felicidade, em Democracia e Liberdade. Cabe a todos os cidadãos, através do maior dos poderes da democracia, o voto, definir o seu processo de escolha e de crítica sobre quem nos vai governando ao longo dos anos.


Existe ainda um longo caminho a percorrer sendo certo que a classe política, em democracia, será sempre um espelho da sua sociedade.


Termino, com palavras as inspiradoras de Sir Winston Churchill, que são uma fonte de motivação e perseverança:


“Todos os dias poderão fazer progresso. Todos os passos poderão dar frutos. Porém, perante vós se estende um caminho cada vez mais longo, inclinado e de melhoria contínua. Saberão que nunca chegarão ao fim da viagem. Mas isso, longe de ser desencorajador, apenas aumenta a alegria e a glória da subida!”

Hugo Cruz
Deputado Municipal Barreiro
Grupo Municipal do PSD
in Tribuna da Assembleia n- Jornal do Barreiro
17/04/2011

"37 Anos depois do 25 de Abril, qual a importância do 1º de Maio?"


Vivemos indiscutivelmente um dos momentos mais desafiantes da nossa história moderna. Se os culpados da crise portuguesa têm rosto e cor política, ou seja, o Eng.º José Sócrates e os Governos do Partido Socialista que liderou, todos seremos poucos para a árdua tarefa de reerguer o País, de forma produtiva, honrada e séria.


Numa altura em que direitos e deveres são questionados e reponderados, e em que nos vemos sujeitos a enormes restrições e medidas de austeridade, sob forte pressão internacional, duas soluções simultâneas se revelam. Em primeiro lugar temos que escolher quem pretendemos que nos lidere e nos motive a seguir um caminho que nos retire desta situação (sendo que me parece óbvio que não pode ser quem nos colocou nela) e em segundo lugar temos que dar o que de melhor temos, ou seja a nossa capacidade de trabalho, e colocar o País a produzir e a crescer a níveis recorde, para ultrapassar a crise.


Para estes grandes desafios e face às decisões que vão ter que se tomar, os níveis de contestação social tenderão a crescer além da já existente, como já vão anunciando os partidos radicais da esquerda, que sempre preferem fazer parte do problema e nunca da solução. Mas os portugueses, sempre que são chamados aos grandes desafios, correspondem e superam-se! O 1º de Maio de 2011 é uma oportunidade fantástica de chamar os trabalhadores portugueses, perante a adversidade, a um desafio comum de produtividade, de esperança num Futuro melhor, com emprego e condições para todos. Só assim conseguiremos!


Hugo Cruz
Deputado Municipal Barreiro
Grupo Municipal do PSD

in Tribuna da Assembleia - Jornal do Barreiro

25/04/2011

Então e os Fornecedores Sr. Presidente?

Na passada Assembleia Municipal de 14,19 e 20 de Abril, foram apresentadas as contas da Câmara Municipal do Barreiro relativas ao exercício de 2010. Da apresentação efectuada e nos documentos entregues aos membros da Assembleia Municipal pode ler-se o seguinte na “Nota do Presidente”:


“2010 Foi, a todos os títulos um bom ano para a receita da Câmara Municipal do Barreiro. Digamo-lo que foi, talvez, o melhor ano de sempre.”


Esta ideia foi reiterada tanto pelo Sr. Vereador Carlos Moreira quer pelo Sr. Presidente da CMB em intervenções. O Resultado Líquido do Exercício foi superior a 4,6 milhões de euros.
Se por convicção o Grupo Municipal do PSD nada tem contra Resultados Positivos (antes pelo contrário), não pode deixar de manifestar indignação e extrema preocupação, perante o estado a que chegou a dívida a fornecedores de curto prazo.


A 31/10/2009 (início do actual mandato autárquico) a dívida a fornecedores era inferior a 8 milhões de euros. A 31/12/2010 a mesma era já superior a 14,1 milhões de euros. Pasme-se ainda que segundo a Informação Escrita do Sr. Presidente da Câmara, a 31/03/2011 a dívida ascendia já aos 17,8 milhões de euros, ou seja, mais 123% que no início do mandato autárquico e sem que tal merecesse qualquer explicação na informação escrita.


O PSD há bastante tempo que vem alertando para esta situação, com especial ênfase desde que se iniciou este mandato autárquico e com o progressivo e gritante descontrolo da dívida que se verifica e constata. O prazo médio de pagamentos da CMB a fornecedores vai já em 186 dias, segundo informação prestada verbalmente pelo Sr. Presidente, após pedido de esclarecimento.
Atendendo ao que a CDU vai propagando e defendendo relativamente ao sector bancário quer a nível Nacional, quer em documentos que apresenta e vota localmente, não deixa de ser paradoxal que vá cumprindo escrupulosamente o serviço da sua dívida de médio e longo prazo, que se resume a empréstimos bancários e a locações financeiras, com prejuízo eminente de todos os outros e que vá afamando o Município de “mau pagador”, que contrata e consome para se “esquecer” de pagar, ou pagar “a perder de vista”.


É tanto mais revoltante, quando atinge valores record de dívida a fornecedores, que a CMB apresente resultados positivos superiores a 4,6 milhões de euros e se gabe do Município apresentar também porventura a melhor receita de sempre em 2010.


Questionados diversas vezes pela bancada do PSD, o Sr. Vereador Carlos Moreira e o Sr. Presidente Carlos Humberto têm prestado parcos e escassos esclarecimentos, bem como a ausência de um plano para regularizar esta situação.


Na opinião do PSD, para se resolver estruturalmente o equilíbrio financeiro, o Município tem que apostar forte em atrair investimento privado para o Concelho do Barreiro, preferencialmente potenciador de trabalho qualificado e adequado aos tempos modernos, criando um ambiente favorável para investidores, e desenvolvendo mecanismos já testados com sucesso noutros municípios, tais como uma Agência Local para o Investimento e uma Incubadora de empresas, para nomear apenas algumas. Mais e melhores empresas, mais e melhores empregos, irão gerar com certeza maior receita para o município, mesmo com taxas de impostos locais mais reduzidas (efeito escala). Não adianta que a CDU se esconda sucessivamente na Lei das Finanças Locais, se pouco faz no que pode ter competência.


Com tudo isto em mente, o PSD continuará a bater-se pelo levantamento e esclarecimento exaustivo e cabal da situação dos fornecedores da CMB (existem dívidas anteriores a 2010 ainda por pagar), que vão diariamente acumulando o sofrimento, a incerteza, os prejuízos e as dívidas, com recebimentos a tornarem-se um horizonte cada vez mais longínquo.

Hugo Cruz
Deputado Municipal – Grupo Municipal do PSD
Artigo de Opinião
27/04/2011